Sex on fire †

A tristeza tem esse poder de nos transformar numa versão em preto e branco de nós mesmos. É como se toda a cor da nossa essência ficasse aprisionada debaixo de uma camada grossa de problemas, preocupações, frustrações, medos. E é aí que eu escrevo. E eu não escrevo pra aliviar; até porque, sinceramente, escrever não alivia. Nunca alivia. Pelo menos não no meu caso. Mas escrevo porque de toda essa lama tem que nascer uma flor-de-lótus, porque acredito que a dor é a matéria-prima da arte. Escrevo aquilo que não falo pela minha falta de eloquência. Escrevo porque sangra, e sangra quando escrevo. É como cutucar uma ferida aberta. Escrevo porque se não escrevesse não saberia o que fazer com esse excesso de pensamentos que carrego dentro da bagagem do meu ser.

—    Azul Ciano (via oxigenio-dapalavra)

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Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra.

—    Luís Fernando Veríssimo  (via oxigenio-dapalavra)

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O vazio do mundo cabe no silêncio do mudo que se calou, triste.
Incrível o que um pouco de álcool, literatura e perdas podem fazer a um homem. Trago a vocês um exemplo; No dia 3 de Outubro de 1849, Edgar Allan Poe foi encontrado com roupas que não eram as suas pelas ruas de Baltimore, estava em estado de delirium tremens. Uma doença terrível. É uma psicose causada pela abstinência ou suspensão do uso de drogas ou medicamentos frequentemente associada ao alcoolismo. Poe delirava, tinha alucinações terríveis. Morreu de uma forma que não desejaria a seu pior inimigo. Eis um homem muito angustiado, um em milhões; É loucura? Digo, isso de uma pessoa ser tão infeliz. Sofrer a vida toda; Defendo a seguinte teoria: Homens assim atingem um estágio de desenvolvimento mental absurdamente alto, maior do que podem aguentar e entram em lutas internas e vorazes consigo. Saem vencedores e devastados destas lutas. Eles acham na literatura e no pensamento filosófico uma rota de fuga. Um homem tem de fazer o que sente vontade. Deve ser leal primeiro a seus desejos e assim, só então assim, será capaz de sentir o gosto de ser livre.

—    Sereno.  (via oxigenio-dapalavra)

(via oxigenio-dapalavra)